
"Ocarina of Time", só de pensar nesse nome muitas memórias me vem a cabeça. É até difícil analisar uma obra de arte desse calibre.
Sim obra de arte, por que esse Zelda não era um simples jogo, longe disso, a partir do momento em que você começava a jogar era levado para outro mundo, para o distante reino de Hyrule, um lugar mágico onde tudo podia acontecer e você não era um simples jogador e sim o Herói do Tempo.
Não é facil definir todos os pontos que fazem de Ocarina uma obra-prima, eu diria que não é nenhum ponto em especial, mas o conjunto da obra, e se você já o jogou sabe que eu não estou "puxando o saco", ele merece todos os elogios que recebe. Ocarina of Time, além de perfeito era revolucionário.

Enredo
Quem acompanha a série Zelda sabe que as histórias dos jogos são sempre muito simples, algo como uma lenda mesmo. A simplicidade aqui funciona muito bem e acaba transformando o jogador num verdadeiro personagem da trama, não em um espectador.
Mas vamos far sobre o enredo de Ocarina agora:
Os Kokoris são crinças encantadas que vivem na floresta sob a proteção da árvore Deku, eles nunca envelhecem, não podem sair da floresta e todos tem fadinhas protetoras. Na verdade, quase todos, Link é o único Kokori que não tem uma fada, e acaba sendo discriminado pelos outros, principalmente por Mido, o líder dos Kokoris, que o chama de "Sem-Fada". A única que se dá bem com Link é a doce Saria, sua única e melhor amiga.
Um dia a árvore Deku é invadida por uma força do mal, e manda a fada Navi procurar Link, o Kokori sem-fada para salvá-la. Link vai imediatamente, mas Mido não o deixa passar a menos que ele tenha uma espada e um escudo. Depois de consegui-los Link vai ao resgate da velha árvore e destrói o maléfico Gohma, infelizmente foi tarde demais e a pobre árvore Deku acaba morrendo, não sem antes dizer ao jovem para ir ao castelo de Hyrule encontrar a princesa Zelda e lhe dar a Pérola Kokori.

Nesse momento Link precisa fazer algo que proibido para os Kokoris, deixar a floresta. E ele o faz, não sem antes se despedir de Saria e ganhar dela uma Ocarina. Depois disso Link entra escondido no castelo de Hyrule, onde encontra a princesa Zelda que lhe conta sobre a criação do mundo e sobre um sonho que teve sobre uma força do mal que caíría sobre o reino, ela acredita que essa força do mal é o homem que está agora conversando com seu pai: Ganondorf Dragmire, rei dos Gerudos e único homem de sua raça.

Zelda diz a Link que dentro do Templo do Tempo existe uma Espada Mestra, capaz de deter Ganandorf, mas para abrí-lo são necessárias três pedras espirítuais.
Ufa, contar mais seria um grande spoiler, mas a partir daí, guiamos o jovem e inocente Link por uma épica jornada, que terminará sete anos depois e mudará a face de Hyrule totalmente.

Gráficos

Os gráficos de Ocarina eram belíssimos para a época e agradam até hoje em dia, sem falar que eram parte integrante da jogabilidade, e com belos efeitos nunca antes vistos(quem esquece do amanhecer em Hyrule Field?).
Jogabilidade
A jogabilidade era excelente e inovadora, pela primeira vez tinhamos uma camera realmente decente em um jogo 3D, e o revolucionário sistema de Z-Targeting deixou fácil lutar dessa forma, muito mais simples do que acertar os pulos em Mario 64, por exemplo, quando o botão Z é pressionado, tudo se foca só no inimigo e todos os moimentos feitas são em direção a ele, ou seja, exige apenas habilidade na luta, sem precisar de habilidade para controlar a camera também, o que seria extremamente chato e tiraria grande parte do charme que há nas batalhas.
Aqui também temos o sistema de passagem entre dias e noites, o que não era novidadede, jogos como Dragon Quest e Breath of Fire já traziam esse sistema antes, mas aqui foi onde ficou perfeito, juntamente com a esperiência de cavalgar Epona, que simplesmente deixava os chocobos de Final Fantasy no chinelo.

A jornada também é extremamente longa e recompensadora, cheia de itens, dungeons, inimigos, side-quests e tudo que qualquer jogador hardcore possa sonhar, e mesmo depois de tudo isso você ainda vai querer mais, acredite.
As batalhas contra chefes merecem um capítulo a parte, são algumas das mais memoráveis da história, eles podem até se tornar fáceis depois que você pega o jeito deles, mas isso não tira nem um pouco seu brilho e genialidade.

Som
O som aqui é maravilhoso, e olha que isso tudo estava em um cartucho, e mesmo assim o jogo trazia músicas maravilhosas e inesquecíves, sem falar que sua ocarina é um instrumento músical totalmente funcional, que lhe permite brincar e inventar novas músicas a vontade, além de tocar músicas conhecidas.
Uma curiosidade é que Ocarina é o único Zelda que não tem o tema clássico da série, TODAS as músicas são composições originais do mestre Koji Kondo.
Concluindo
Há muito ainda o que dizer sobre Zelda, mas se você já jogou já sabe de tudo isso e se você ainda não jogou, corra atrás, por que você está perdendo um dos melhores, senão o melhor jogo da história.

1 comentários:
ótimo atigo....
me relembrou a glória da era de ouro dos videogames
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